QUALIA - Ruido é Paz (2008)
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- Ruleta rusa
- Ruido é paz
- O son das furias
- Morte de costas
- Coma Venus
- Elefante borracho tamabaleándose polo bosque (E rompéndoo todo)
- Todo por nada (deserto)
- Despertar
- GBRLTR - Umha viagem em pateira
- Interruptor
- Síntese de creatina
- Todo por nada (Videoxogo)
- Arbore de ferro
Carta pessoal
I. Palavras... Pequena contradiçom introdutória
Fai caso destas palavras tam só na medida em que che ajudem a prescindir das palavras... As palavras estám viziadas por um cancro que constringe a sua utilidade.
Recuperarom-no tudo. Por isso pra comunicar-nos, já tam só podemos agardar que @ outr@ saiba de que estamos falando. A experiência tem que ser compartida antes que as palavras, porque sem ela, já nom tenhem sentido. O mercado hiper-tecnologizado está hoje em dispossiçom de capturar qualquer pedaço de informaçom que flua entre seres humanos. E se nom a captura directamente, vendendono-la, condiciona a sua percepçom cumha pressom crescente que cada vez menos consiguem enfrontar.
E aquí estamos, tentando emitir desde as fírgoas às que nos destinou esse mercado que se fixo automático. Tentando engrossar o burato, ser cancro pra a rendibilidade...
Por isso, a estratégia agora passa por aceitar a morte das proclamas, por radicalizar a praxe. Já só existe a açom. O que digas, o que digam, quem o diga, da igual. Os símbolos que ostentes, da igual. Todos se vendem bem. Cala dumha vez. Nom prometas nada. Nom che prometas nada. Fai, e essa será toda lei.
Nom procures nengum símbolo, nom adores de ningum jeito o produto, o fetiche Qualia. Quanto menos uses essa palavra, milhor. Ensinarom-nos reiteradamente a nom saber usar as palavras, a estar pres@s por elas. Baleirárom a realidade de sentido. Sinte, e fai. O auténtico, o verdadeiro, está aí. Ninguém dixo que a arte fose bonita ou indolora.
Isto, por tanto, nom é outro analgésico simbólico.
Só poderemos usar as palavras (e usaremo-las esquivamente, de jeito cambiante, e nunca directamente) se @ noss@ interlocutor@ é inconsciente da omnipresência da máquina. Da máquina cujo motor é o fetiche, e que se reproduce fetichiçando-o tudo. Cancro contra cancro. Por isso começamos sem palavras, cumha representaçom muda dalgo que polo menos podemos assegurar verdadeiro. Nom bom. Nom bonito. Nom indoloro. Cum pequeno achegamento à totalidade. Desde 13 das suas faces.
Atrapa um pedaço de realidade e reduce-o tudo a um tamanho manejável. Chamam-lhe arte. Nom esperes que te mirem, que te sinalem... Fai-no pra ti. É umha bela forma de terápia... e nom penses que nom estás tol@.
Se consciente, deves estar atent@.
Deixa-te levar livremente, percorre o lombo da serpe... pero nom deixes de criar as condiçons.
Fai: ou é em acto ou nom é...
Nom te obsesiones. Deves saber esquecer pra nom deixar de alimentar a tua imaginaçom. Como fam @s nen@s.
Organiza autonomamente a tua consciência.
Nom deixes que a sucessom de momentos que a anónima inércia da inconsciência colectiva che tem preparada remate por controlar-te.
A única luita que vale a pena é a luita CONTRA a supervivência. Tudo o resto, ilussons.
Nom confundas ser bom com o cobarde afám de passar desapercibido.
Que seja inercial, e estea assumido, nom quer dizer que nom seja extremadamente violento. Quantos milhons de almas sufrindo por esse cobarde afám, por esse medo a ser...
Nom hai consigna, a consigna és ti. E ti és ti e quem te arrodeia a cada momento.
Lembra que hai lugares onde aínda podes berrar. E que única fugida possível é estar aquí, agora, ti. Nom penses que hai outro momento que este. Tudo começa agora...
E sobretudo nom esqueças que isto nom é arte-ficçom.


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